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Vivos/as-Mortos/as

Seres Vivos/as-Mortos/as, já ouviram falar? Nas minhas formações de desenvolvimento pessoal há muito que digo que quanto mais eu leio sobre esta área mais me apercebo de como nós, seres humanos complicamos o que é simples! Falo de alimentação, psicologia, emoções, ambiente…esta ânsia pelo conhecimento essencialmente científico, pela prova, está a obrigar-nos a uma longa viagem evolutiva que destrói não só o nosso planeta como a nossa vida.

Nunca antes sofremos tanto de ansiedade, stress, depressão…os problemas emocionais têm aumentado imenso assim como o suicídio. Isto e uma pandemia. Será o fim da nossa espécie? Esta (auto) destruição é o quê? Procuramos constantemente validar, comprovar, testar…o que, acabamos por perceber já existir há milhares de anos. Vejamos o exemplo da meditação e do mindfulness. Praticamente o mesmo!

A consciencialização é quando prestamos atenção ao nosso corpo, à nossa mente e ouvimos o nosso EU; é quando comemos de forma intuitiva; paramos para ouvir, ouvir os sons da natureza, ouvir o nosso corpo e acalmar a mente. Nascemos simples e sem preconceitos , livres, leves e soltos/as e tornamo-nos pesados/as, limitados/as, rígidos/as e enredamos a nossa mente em pensamentos negativos que nos conduzem à rutura emocional e à limitação.   Esquecemo-nos de sermos humanos… Esquecemo-nos de como é bom andar descalço/a, sentar no chão ou até fazer o pino. E agora, olhamos para as “novas” culturas ocidentais ou estudos científicos e vemos “meditação promove melhoria do córtex pré-frontal” “monges budistas controlam o circuito de bioretroalimentação” “yoga estimula o ritmo cardíaco” etc etc etc. Precisamos de provas, dados concretos para acreditarmos naquilo que os nossos antepassados sempre fizeram? Porque nos esquecemos nós de VIVER?

Porque somos tão desconfiados/as? Estamo-nos a transformar em Vivos/as-Mortos/as. Caminhamos sem propósito, destino ou intenção; fazemos atividades para MOSTRAR, vivemos para o TER; velamos os/as mortos/as mas não passamos tempo com os/as vivos/as…de forma apática e sem orientação, seguimos sem saber quem somos, o que queremos. Sem nos conhecermos. Buscamos saber mais sobre a vida na terra, mas não nos conhecemos. Não sabemos o mais básica e queremos passar ao nível avançado… Façam uma volta de 360º* graus à vossa vida. E a partir daqui, desde mesmo ponto, do mesmo sítio em que estão, estejam verdadeiramente, sejam simplesmente. Concentrem-se em vocês e aprendam a conhecer-se! Todos/as nós temos muito mais para dar. A vida não é sofrimento, não foi para isso que cá viemos. Não se conforme e procure saber mais, dentro de si.   Deixo-vos com esta frase para uma reflexão ponderada: “Fico de coração partido ao ver tantos seres humanos potencialmente poderosos ficarem presos numa narrativa que lhes diz que não podem ser extraordinários, tanto na vida profissional como na vida pessoal. Nunca se esqueçam de que as vossas desculpas são sedutoras, os vossos medos são mentirosos e as vossas dúvidas são ladras.” Sharma, R.(2018). O clube das 5 da manhã, p. 15. *Numa volta de 360º ficamos exatamente na mesma posição, não é erro meu é mesmo para perceberem que não precisam de desculpas para começar a trabalhar o EU e conhecerem-se. Basta decidirem fazê-lo. Todos os dias são bons dias para se conhecerem e conectarem-se convosco mesmos…