Imagina que estás a subir uma grande montanha.
Há medida que subimos, “sobe” também o cansaço, o suor, a dor física e os pensamentos de dúvida surgem.
A mente quer fugir…parar…acabar com a dor. Quanto mais ouvimos os lamentos da dor, mais ela se mostra. Mais vontade temos de parar.
Às tantas deixamos de saber quem é mais forte: a vontade de parar, desistir? Ou a dor física? Será a dor física real ou será amplificada pela vontade de parar por medo de não conseguir?
Instaura-se a dúvida. A esperança começa a desvanecer-se como se de uma chama se trata-se.
Parece que afinal já não queremos assim tanto alcançar o topo.
Quanto mais eu penso nisso mais consciente fico de que isso não é para mim.
E continuando a alimentar este pensamento, prestando-lhe toda a atenção que o mesmo requer, mais dor sinto…e eventualmente, ela é já tão grande, ecoa na minha cabeça, latejam as minhas têmporas e rasga cada bocado da minha pele. Esta é a dor emocional.
Parar é a melhor opção quando se tem a certeza de que não se consegue…
É isto, a perda de esperança. A certeza de que não vais conseguir. A certeza de que não é possível. , do beco sem saída, da solução imediata que atrasa toda e qualquer possibilidade de vencer obstáculos.
E onde é que ela começou? Na dor e no facto de ter uma opção que me prometia acabar com ela – parar de subir. E se não tivesses essa opção a não ser subir? Teria desistido?
A Psicóloga Lá de Casa

