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Não fico onde não sou

Março que mês longo…sinto-me um barco com problemas de combustível. Estou a libertar carga para poder manter a rota 🙂

E é mau? Não. É o que é. É o necessário. Não posso ficar onde não sou.

No final do mês de fevereiro iniciei um novo desafio, um trabalho que aceitei mas que me tirou muitas vezes o sono (e tempo). Um grande desafio. O maior desafio formativo até hoje. Cada empresa é um novo desafio e cada plano formativo criado de raíz, implica pensar, ler, investigar. Tudo isto antes de chegar à sala e conhecer o grupo. Quando conhecemos o grupo, alteramos, ajustamos e modificamos alguns pontos. E este grupo foi era curioso, interessado, cheio de conhecimento e ansioso por mais! Uma empresa a sério, que orgulha a minha terra e que é constituída pelo o que de melhor o ser humano tem. Sempre disse e espero manter, o ser humano fascina-me.

Por causa desta formação em março trabalhai 6 dias por semana. Essa foi a pior parte da história. O cansaço acumulou-se nas olheiras, na prática de yoga, na qualidade do sono. Por isso mesmo e porque desde o início do ano tenho um bom volume de trabalho (que me deixa bem satisfeita) tenho de libertar fardos. Pesos que já não me apaixonam (são só isso, pesos) e que me desgastam. Posto isto decidi tirar 3 pontos, sem medo da perda. Sei perfeitamente que a perda pode trazer coisas novas e anseio por isso honestamente…preciso de paixão nova, sangue novo, vibrar com algo, preciso de mais…algo mais que não se traduz em dinheiro. Algo que me eleve.

Uma dessas coisas que vou deixar para trás, ainda que não na sua totalidade, é a Rádio. Desde setembro que pretendo tomar uma decisão quanto à minha continuidade lá. Ganhei coragem e vou ficar apenas uma vez por mês. Vai-me trazer mais leveza e paixão – precisamos de nos distanciarmos de algumas coisas para as voltar a amar.

Porque onde não somos mais, provocamos desgaste e perda.

Outro assunto chama-se Pilates. Após mais de um ano decidi deixar. Não será para sempre mas é uma longa e merecida pausa. O Ashtanga ocupa o meu coração e tempo.

E finalmente, claro, libertar pesos na vida pessoal e profissional. Preciso de mim, das coisas que me nutrem, de fazer o que gosto porque sim e não por causa do trabalho: voltar a ver filmes; voltar a ler livros que me apetecem; aprender alguma coisa;  voltar às caminhadas e deixar ver o que vem mais.

Voltar, voltar, voltar. Voltar a mim.

A Psicóloga Lá de Casa.