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Homossexualidade

Nunca se deve fazer nada sob o ímpeto de uma emoção negativa! Ou deve-se?

Todas as pessoas sabem o poder de destruição de uma emoção negativa…fazemos o que queremos e o que não queremos sob o seu comando mas é isso exatamente que eu estou a fazer mas bem consciente de onde eu posso ir porque sei que esta emoção me irá ajudar a deitar cá para fora a realidade.

Há muito que quero falar da homossexualidade na Rádio ou mesmo aqui. Sei que é um tema polémico e foi por isso que não o trouxe há mais tempo…na verdade, depois do tema da traição e das críticas que me fizeram (nenhuma delas construtiva) fiquei com receio de tocar neste assunto. Porém, à medida que o tempo foi passando comecei a colocar este tema à escolha das pessoas e o mesmo nunca foi o mais votado…talvez o universo conspirasse contra mas eu sabia que eu teria de o trazer voluntariamente. Hoje foi o dia.

A primeira coisa que me perguntam acerca da homossexualidade é porquê. Porque é que umas pessoas são outras não. Ao longo dos últimos anos a ciência tem-se debruçado muito sobre isto. A conclusão? Nenhuma. Há um fator aqui outro ali mas nada que diga se A então B será homossexual.

Com esta pergunta entra uma questão moral: para que queremos nós saber o porquê? Acaso queremos alterar as circunstâncias para evitar que a homossexualidade surja? Então, se a homossexualidade não é um problema para quê estudá-la e querer saber o porquê e porque não aceitar, simplesmente?

Porque aceitar implica rebater construções sociais de carácter homofóbico. A maior parte das pessoas não vai admitir isto mas pensem…quando queremos saber o porquê de sermos assim ou assado não será porque não aceitamos que o somos? Ou que existe?

Outra coisa importante é a ideia de que se falarmos a verdade das coisas, que as pessoas homossexuais são maltratas, discriminadas e que ainda hoje é difícil assumirem-se como são por medo, vergonha vão “aparecer” mais pessoas homossexuais, que estaremos a dar ideias…

Falamos das coisas para que elas se tornem normais, regulares e para que paremos de ter que as tornar assim um nome, um tema de rádio. Falamos para que as pessoas se abram, sejam quem são e se aceitem, falamos para as família têm orgulho em vez de medo e que ajudem os jovens a serem quem são. Falamos para que as pessoas sejam felizes e se amem.

E eu falo também para mostrar-te que tens em mim alguém que te ajuda a aceitares esta tua identidade sem com isso perderes estima por ti própri@.

E é curioso que por norma quem enche o peito para dizer que não é ou não existe, é quem mais faz mal.

Gostava muito de disponibilizar o áudio da Rádio aqui, mas infelizmente não dá. Vou ver se encontro forma de o colocar ou enviem mensagem que eu carrego.

 

A Psicóloga lá de casa.