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Fome Emocional na Pandemia

Que confusão vai nas nossas cabeças por estes dias! Adaptarmos-nos a esta nova realidade representa um novo desafio. Neste caso, desafios quase diários! E um deles é lidar com a ansiedade e a consequente fome emocional…
Estar em casa já por si dá vontade de comer, mas estar em casa constantemente num contexto de estado de emergência a lidar com um monstro invisível….como contornar esta situação? Gerindo as emoções, providenciando estabilidade emocional e assim reduzir esta fome psicológica.

Mas antes de chegarmos à parte da estabilidade emocional, porque essa implica um percurso maior, vamos à parte da alimentação. O que podemos fazer?

Duas coisas podem ser feitas, as duas igualmente importantes:

1. Gerirmos o problema ao momento, implica manter uma rotina como se fosse trabalhar, isto é manter-se ativo/a, distraído/a e, principalmente, fazer as refeições na hora habitual. Pode continuar a preparar a marmita, para evitar a rusga à cozinha e beber chá ou café quando a ansiedade aumenta (bebidas quentes confortam o organismo e dão uma sensação de saciedade).

2. Cortarmos o mal pela raíz! Planear e organizar as refeições. Hoje, mais do que nunca, é importante pensarmos na questão económica. Os produtos alimentares aumentaram de valor significativamente dada a crescente procura, o famoso “açambarcamento”. Devemos racionar a comida. Não porque ela vá esgotar, mas por uma questão de gestão do orçamento familiar e de saúde. Estar em casa é sinónimo duma redução calórica significativa. Mesmo que continue a manter as suas actividades, o desgaste calórico diminui, pelo que não há necessidade de comermos tanto e tantas vezes. Assim, a cozinha deverá ser cada vez mais colorida e criativa evitando o desperdício. Depois, como não poderia deixar de ser, se não morremos da doença morremos da cura! E neste caso, de obesidade!

Por último, não posso deixar de mencionar a importância da optimização do sistema imunitário, que é desgastado pela ansiedade. Colmate esta consequência carregando as refeições de produtos que enriquecem o mesmo. A alimentação é, mais do que nunca, a capa que usamos para combater este monstro!

P.S. Se não sabe lidar com aquelas bolachas deliciosas do armário, que nos piscam os olhos constantemente, para a próxima, não as compre 🙂

A Psicóloga lá de casa