Sobre o amor próprio muito se tem escrito. A psicologia chama-lhe de auto conhecimento, desenvolvimento pessoal, empoderamento…e muitas são as ferramentas para o atingir.
A maioria das publicações que podemos encontrar nas redes sociais, debruça-se sobre a componente física. Arranjar o cabelo ou emagrecer. Mas por esta altura, a pessoa com “falta de amor próprio” já percebeu que a sua carência vai muito além de alguns cabelos brancos.
Toda a construção merece uma base sólida. Não é em areias movediças que se sustentam pilares de bambu.
Por isso, hoje deixo aqui umas dicas úteis (com base na minha querida ciência) e empíricas, testadas por esta vossa investigadora.

2. Reutilizar : tentar dar uma segunda vida às coisas que estão esquecidas em vez de contribuirmos com lixo tóxico para as nossas vidas, casas, mentes…
3. Dar: o melhor que podemos fazer com os bens materiais de que gostamos é dá-los. Essa boa energia que lhes transmitidos irá passar para outrem e a verdade é que o desapego, e perceber que conseguimos ultrapassar o lado egoísta, é maravilhoso.
4. Transformar: sempre fui fã de artes manuais (com o tempo vamos esquecendo de fazer aquilo que tanto prazer nos dava). Peguei num vestido que adorava mas que tinha uma mancha enorme. Pedi para me fazerem um saco de compras. Ficou lindo e fez-me sentir que contribua para o universo!
5. Sorrir: sorrir é a melhor arma. Sempre fui tímida. A partir de dada altura defini que na ausência de voz iria sorrir. Só me trouxe coisas boas, inclusive perder a timidez! Sorrir erradia. Dá luz e energia, quando damos o melhor de nós recebemos sempre. Experimentem!
6. Reduzir: ao contrário do que possam imaginar o nosso cérebro não é uma biblioteca onde cada tema tem a sua prateleira. A nossa mente é mais um emaranhado arrumado, com teias de conexões que nos permitem em milésimos de segundos associar uma palavra a um rosto, lugar, cheiro! Quanto menos barulho e poluição visual existir no espaço onde nos movemos, maior conexão e equilíbrio terá a mente. Podemos viver com muito menos do que o que temos. E viver com menos é bom! Faz perceber a verdadeira essência da vida, conduz-nos à nossa natureza, àquilo que realmente importa. Nas minhas últimas férias, reduzi imenso a quantidade de roupa que levei. E o mais incrível é que na última viagem que fiz, metade do que levei (e já depois de reduzir) não usei propositadamente. Vim embora com uma sensação de paz e de vitória. E foi ótimo para desfazer a mala e lavar menos roupa.
P.S. Comecem por levar os sacos de plástico antigos para as frutas e legumes do supermercado.
Sumariamente, estas dicas confluem numa única ideia: a plenitude consegue-se com muito menos coisas – menos coisas e mais ação. Quando vivemos muito centrados/as em nós mesmos/as esquecemo-nos que vivemos num universo, num sistema circular. Tudo o que eu dou, recebo. É o também chamado, efeito borboleta 😉
